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By N2H

Arquivo da Categoria ‘Construção Sustentável’

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Selecção do local

  • Locais pouco expostos ao vento, em particular aos ventos no Inverno
  • Locais com protecção natural contra o vento, como encostas ou conjuntos de árvores
  • Terrenos não sombreados por outros edifícios
  • Ruas com pouco trânsito automóvel
  • Locais com acesso a transportes públicos
  • Perto do local de trabalho, podendo assim poupar no uso do automóvel
  • Perto de comércio local

Integração no local

  • Utilizar pavimentação exterior que possibilite a fácil infiltração e drenagem da água
  • Manter os espaços verdes para permitir a evapotranspiração do solo
  • Evitar o uso de pavimentos betuminosos
  • Escolher plantas e árvores que se integrem no local

Desenho da casa

  • Orientar a casa com a fachada maior a Sul
  • As divisões com a maior utilização orientadas a Sul
  • As janelas sombreadas pelo exterior, a Sul e principalmente a Poente
  • Janelas pequenas viradas a Norte
  • Evitar grandes áreas de janelas
  • Uma boa iluminação natural em todas as divisões da casa
  • Janelas em paredes opostas da casa para permitirem ventilação transversal

Construção da casa

  • Prefira materiais de origem local, como pedras e outros
  • Materiais de origem reciclada
  • Materiais certificados ambientalmente
  • Materiais que possam ser renováveis
  • Não se esqueça que os materiais têm um tempo de vida limitado e que terão um dia de ser substituídos, opte por soluções de fácil renovação
  • Madeiras de origem certificada, geralmente com origem em florestas controladas
  • Isolamento térmico adequado à região, poderá consultar o valor no RCCTE
  • Caixilharias e vidro que promovam a redução da transmissão de calor e frio
  • Caixilharias que permitam ventilarem a casa facilmente
  • Isolamento junto ao solo com materiais que não apodreçam com a humidade
  • Cores claras na fachada e cobertura
  • Evitar tintas no interior que emitam COV’s (compostos orgânicos voláteis)

Equipamentos

  • Lâmpadas de baixo consumo
  • Candeeiros com regulação da intensidade de luz
  • Sensores de movimento em zonas comuns do prédio
  • Electrodomésticos de baixo consumo energético e de água
  • Aquecimento com equipamentos que utilizam materiais renováveis, como a madeira ou derivados da madeira (biomassa, pelletes)
  • Arrefecimento com ventoinhas de tecto e/ou equipamentos energeticamente eficientes
  • Torneiras em que possa ser regulada a quantidade do fluxo de água
  • Torneiras termostáticas, i.e. com escolha da temperatura desejada
  • Autoclismos com capacidade entre 4 a 6 litros
  • Cisternas para aproveitamento de águas pluviais para a rega dos espaços verdes

Energias renováveis

  • Colectores solares térmicos para aquecimento de águas
  • Colectores solares fotovoltaicos para micro-produção de electricidade
  • Míni-turbinas eólicas para micro-produção de electricidade

Resíduos

  • Contentores ou depósitos com separação de resíduos domésticos
  • Contentores com aproveitamento de resíduos orgânicos na produção de adubo para os espaços verdes

A Arquitectura Vernacular é por definição aquela que representa a técnica construtiva de acordo com a tradição local ou regional e a sabedoria popular.

As técnicas construtivas e as soluções arquitectónicas foram desenvolvidas e aperfeiçoadas ao longo dos anos, por meios de processos de tentativa e erro, com os recursos naturais do meio envolvente. Estas soluções arquitectónicas, transmitidas de geração em geração, são soluções adaptadas ao clima e cultura de cada região, adequando-se os materiais e os espaços ao meio ambiente envolvente.

A Arquitectura Vernacular representa a base dos princípios hoje conhecidos como a Arquitectura Bioclimática, a Arquitectura Solar Passiva, a Eco-Arquitectura, a Arquitectura Ecológica, entre outras. Os conceitos são transpostos de uma época em que não existiam sistemas de climatização e iluminação, e a construção tinha de ser eficiente e adequada à região onde seria implantada.

A construção de edifícios que simultaneamente preenche todas as necessidades dos habitantes respeitando o ambiente e os recursos naturais do nosso planeta é denominada de construção sustentável. No entanto o conceito de sustentabilidade na construção engloba vários valores, tais como os sócio-culturais, económicos e ambientais.

Na construção sustentável torna-se importante o conhecimento das tradições construtivas da região em que o edifício se insere, preservando os valores culturais arquitectónicos e sociais de uma região na escolha dos materiais e do sistema construtivo.

Na escolha dos materiais a opção por materiais da região contribui para a diminuição da energia incorporada dos materiais (a energia incorporada é a energia despendida na extracção, fabrico e transporte dos materiais) e promove a economia local ou regional. Na opção dos materiais há que ter em preferência os materiais naturais ou reciclados, e possivelmente recicláveis no futuro.

Em termos económicos a opção pelo investimento de uma construção de qualidade durável e energeticamente eficiente tem menores custos de utilização. A gestão da manutenção do edifício e dos sistemas integrados é importante para a redução dos custos de reabilitação ou renovação do edifício, para além de que aumenta o seu ciclo de vida.

Durante a construção do edifício a gestão dos resíduos produzidos, o seu tratamento e destino são de extrema importância já que a maior quantidade de resíduos é produzida pela construção.

A avaliação do edifício e do espaço construído pode ser feito pelo sistema voluntário de avaliação português LiderA desenvolvido pelo Prof. Manuel Duarte Pinheiro (IST) à semelhança dos sistemas internacionais conhecidos como o BREEAM (Inglaterra) e o LEED (EUA).

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